Blog

Febre Amarela: os riscos para os caminhoneiros que circulam pelo país.

Trabalhadores do transporte e outras pessoas que viajam com frequência devem estar imunizadas contra a febre amarela, alerta Epidemiologista.

O crescimento de casos confirmados de febre amarela em diversas localidades do Brasil é um alerta para a necessidade da vacinação contra a doença, especialmente para quem viaja para as áreas consideradas de risco pelo Ministério da Saúde (clique
aqui para conferir a lista de municípios). 

Segundo Luiz Fernando Alves de Carvalho, Médico Epidemiologista do Ambulatório de Saúde do Viajante do HRAN (Hospital Regional da Asa Norte) de Brasília, para os trabalhadores do setor de transporte a importância da imunização é ainda maior: como são profissionais que transitam por diferentes estados, devem estar vacinados para evitar o contágio pelo mosquito que transmite o vírus causador da doença. “A vacina contra febre amarela é muito importante, porque a área endêmica é muito vasta. Então, todos devem estar vacinados”, afirma o especialista. 

De acordo com o médico, bastam até duas doses da vacina para que se esteja protegido para a vida toda. “A OMS (Organização Mundial da Saúde) já está preconizando uma única dose ao longo da vida, depois de uma longa observação da eficácia da vacina, que já é usada há 80 anos. O Ministério da Saúde no Brasil, por cautela, está recomendando duas doses”, explica.

Os primeiros sintomas da febre amarela são febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. "A maioria das infecções são leves ou passam despercebidas. Os casos graves, que podem levar à morte, são uma minoria, cerca de 10%. Mas entre esses casos graves, em 50% das ocorrências ocorre o óbito", refere o Médico Epidemiologista. 

Nos casos graves, a pessoa pode ter febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos, levando à morte. Quem identificar alguns dos sintomas deve procurar um médico e informar-se sobre qualquer viagem para áreas de risco cerca de duas semanas antes. 

Não há tratamento específico contra a doença. Os médicos utilizam medicamentos para controlar os sintomas com analgésicos e antitérmicos. Salicilatos como AAS e Aspirina devem ser evitados, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas.



Fonte: 
Agência CNT de Notícias - http://www.cnt.org.br/Imprensa/cnt-noticias

Voltar

Temos o que sua empresa precisa para dar o próximo passo!