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Medidas do governo federal para infraestruturas ainda são escassas.

O último anúncio feito pelo governo federal para concessões em projetos de infraestrutura foi bastante tímido para o setor de transporte. Os 55 projetos anunciados mostram poucas novidades para o setor, quer em rodovias, portos ou ferrovias. 

No modal rodoviário, o presidente da ABCR (Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias), César Borges, analisa que as ações estão aquém do necessário. O Planalto afirmou que até 2018 devem ser licitados 211 quilômetros da BR-101, em Santa Catarina. “É pouco para as necessidades que o país tem para infraestruturas rodoviárias. Esperamos que o governo possa, no menor tempo possível, colocar em leilão público para que haja um vencedor e as melhorias possam advir. O país precisa de novos investimentos, gerar novos empregos, melhorar a infraestrutura logística e, principalmente, as condições das nossas estradas”, diz.

As concessionárias esperam ainda uma solução para destravar investimentos necessários em rodovias concedidas no estado do Rio de Janeiro e Minas Gerais. 

Porém, o governo dará início aos estudos de viabilidade técnica para relicitar os projetos apenas a partir de 2021, quando vencem os contratos.“Essas estradas têm gargalos de nível de serviço ofertadas ao usuário. As concessionárias estão prontas para fazer as intervenções necessárias e seria um benefício imediato para geração de emprego e renda, bem como de aumento da segurança. Mas isso vai ficar para depois de 2021, quando vierem as novas concessões e o início das novas construções”, destaca César Borges. 

O presidente da ABCR destaca ainda que as necessidades de intervenções mudam ou surgem com o passar dos anos. Entretanto, determinações da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e do TCU (Tribunal de Contas da União) impedem que isso seja feito.

César Borges cita, como exemplo, a necessidade da construção de uma nova pista na Presidente Dutra (BR-116), na região Serra das Araras, para reduzir os acidentes e facilitar a circulação do tráfego, e a mudança da BR-040, na subida de Petrópolis, já que o traçado antigo (da década de 1940) também aumenta o risco de acidentes, especialmente envolvendo veículos de cargas. 

A estimativa do setor é que serão realizados investimentos em rodovias, portos e ferrovias na ordem de R$ 25 bilhões em seis anos, o que efetivamente permitirá melhores condições de circulação, criação de emprego e renda. 

FONTE: http://www.cnt.org.br 

TAGS: NOTÍCIAS  TRANSPORTADORAS  MELHORIAS

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