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Transportadores de todo o país se reúnem em Brasília.

Representantes de mais de 80 empresas de transporte de cargas de todo o país estiverem reunidos na sede da Confederação Nacional do Transporte (CNT), em Brasília, para debater assuntos de interesse do setor. Entre eles, o marco regulatório, o valor do frete e a reforma trabalhista em andamento. 

O evento foi realizado no dia 18 de abril pelo Setlog-MS (Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística de Mato Grosso do Sul), em parceria com a ABTC (Associação Brasileira de Logística, Transportes e Carga), a CNT (Confederação Nacional do Transporte), a NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística), o GTI (Grupo Transportando Ideias) e outras entidades, federações, sindicatos e empresas representativas do transporte de cargas. 

Pedro Lopes, o presidente da ABTC, sublinhou a importância da união do setor e a relevância do evento ser realizado nas dependências da CNT. "Estamos certos de que a CNT estará sempre de portas abertas para receber os profissionais e contribuir para juntos fortalecermos o setor. Entendemos que o Brasil precisa de uma legislação trabalhista atualizada que acompanhe a evolução do mercado e da sociedade. E esse é um fator determinante para a competitividade do setor de transporte”. 

“Por mais ajustes que a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) tenha sofrido, há ainda uma necessidade urgente de uma revisão na legislação trabalhista. O país vem perdendo competitividade pelo fato de termos uma legislação muito engessada”, completou o presidente da Seção de Transporte Rodoviário de Cargas da CNT, Flávio Benatti. 

O engenheiro da NTC&Logística, Antonio Lauro Valdivia, apresentou dados da pesquisa realizada pela entidade, em conjunto com a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), em 2016, com 140 mil empresas de transporte. Para 84% dos entrevistados houve queda de quase 20% no faturamento, em relação a 2015. Para Valdivia, esse número é muito alto para o setor. “E temos ainda que levar em consideração que muitas empresas não responderam o questionamento porque fecharam, ou seja, para essas, a queda foi de 100%”. 

Outro tema abordado na reunião, foi a aplicação da taxa EMEX, que é a taxa de Emergência Excepcional, a ser cobrada para rodar no Rio de Janeiro. Ela foi fixada pelos transportadores em R$ 10 por fração de 100 quilos, mais um percentual do valor da carga (entre 0,3% e 1%). 

A expectativa dos empresários, entretanto, é que o volume de carga transportada suba no segundo semestre deste ano e que o valor do frete acompanhe esse crescimento. 

FONTE: Agência CNT de Notícias 

TAGS:  TRANSPORTADORAS   ABTC    CNT

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